Quarta-feira, 27.12.06

UGT define 2006 como ano de desemprego, falências e precariedade do trabalho

A UGT definiu esta quarta-feira o ano de 2006 como de elevado desemprego, numerosas falências e de aumento da precariedade do emprego, de acordo com um comunicado dos representantes dos trabalhadores.

Pedro Latoeiro

“Foi um ano em que os portugueses continuaram confrontados com elevados níveis de desemprego, com numerosas falências, encerramentos e deslocalizações de empresas, com o aumento significativo da precariedade do emprego, com uma evolução insuficiente e, por vezes, negativa do poder de compra bem como com novas situações de pobreza e de exclusão social”, refere o comunicado.

“Foi também um ano em que a economia portuguesa deu sinais de algum relançamento, ainda que este continue aquém do crescimento médio comunitário, o que nos mantém numa trajectória de divergência face à UE, situação que se verifica desde 2001, e ainda aquém do necessário para gerar os empregos necessários”, acrescenta o mesmo documento.

Para a UGT, alguns sinais positivos no plano social em 2006, como a estagnação da taxa de desemprego, foram insuficientes para contrariar o pessimismo que continua a marcar a economia portuguesa e as condições de vida dos trabalhadores.

in: Diário Económico

publicado por AEDA às 20:03 link do post | favorito

Fusões e evolução da economia suportam PSI-20 em 2007

A melhoria dos fundamentais das empresas e da economia portuguesa a par da continuação da onda de Fusões e aquisições (F&A) deverão dar suporte à bolsa de Lisboa no próximo ano, segundo analistas.

Rita Paz ,com Reuters

Estes responsáveis consideram que as perspectivas para o mercado accionista português em 2007 são optimistas, à semelhança dos mercados de acções na Europa, mas acreditam que o PSI-20 não deverá valorizar tanto como este ano.

"Estamos a ver o mercado com perspectivas favoráveis em 2007 por duas ordens de razões: por um lado há um ambiente de taxa de juro favorável e liquidez para a alocação de activos em acções e, por outro, acredito que o cenário de especulação e F&A continue para além da conclusão das duas principais OPA", disse Carla Rebelo.

A head of research do Banif considera ainda que 2007 será um ano de maior volatilidade perante as incertezas relativamente à evolução económica nos EUA e à política de taxas de juro da Reserva Federal.

Os analistas lembram ainda que 2007 será um ano marcado pela última fase de privatização da EDP e pela entrada em bolsa de empresas como a REN-Redes Energéticas Nacionais ou a Martifer, empresa detida em 50% pela Mota-Engil, que vêm trazer ao mercado nacional uma maior diversidade e visibilidade.

"A performance da bolsa de Lisboa está muito dependente do ritmo da economia, das estimativas das empresas e da conclusão das duas principais OPA que representam cerca de 50% do mercado", disse Ana Negrais Matos, head of research do BPI.

As projecções do Governo para o Produto Interno Bruto são de uma subida de 1,1% em 2006, um aumento de 1,8% em 2007 e um crescimento de 2,4% em 2008.

A mesma analista salienta que "a performance em 2006 foi muito influenciada pelos movimentos de M&A mas não sei se o índice terá em 2007 uma valorização com a mesma intensidade. Provavelmente não".

O índice PSI-20 valorizou cerca de 30% desde o início do ano, a par do índice espanhol Ibex 35, num ano condicionado por uma onda de fusões e aquisições que se sentiu em toda a Europa, mas com especial incidência na Península Ibérica.

A bolsa de Lisboa assistiu, este ano, ao lançamento de uma dezena de ofertas públicas de aquisição, das quais se destacam a Oferta da Sonaecom sobre a Portugal Telecom e PT Multimedia e o 'bid' do BCP sobre o BPI.

Filipe Garcia, analista técnico da IMF, considera que tecnicamente "é provável que algures na primeira metade de 2007 se inicie um período lateral de características semelhantes ao de 2004/2005 o que a suceder fará com que o PSI-20 oscile numa banda de aproximandamente 1.500 pontos".
   
O mesmo responsável lembra que o PSI-20 tem uma resistência de 11.250 pontos e um suporte nos 10.350 pontos.

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in:Diário Económico, 27dez06

publicado por AEDA às 17:43 link do post | favorito

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