Pensões mais altas penalizadas

Mudanças no IRS afectam mais de 800 mil pensionistas

O ministro das Finanças garante que só as pensões mais altas serão penalizadas com as mudanças no IRS dos reformados. Teixeira dos Santos diz que se trata de uma medida de justiça fiscal que só vai afectar 30 por cento dos pensionistas. Ainda assim, são mais de 800 mil pessoas.

O ministro das Finanças garante que só as pensões mais altas serão penalizadas com as mudanças no IRS dos reformados. Teixeira dos Santos diz que se trata de uma medida de justiça fiscal que só vai afectar 30 por cento dos pensionistas. Ainda assim, são mais de 800 mil pessoas.

A grande mudança é no valor da dedução específica. A fasquia a partir da qual os rendimentos dos pensionistas pagam IRS.

  • Antes estava nos 8.283 euros por ano. Só acima desse valor é que as pensões eram tributadas.
  • Agora está nos 7.500 euros.

Retenção na fonte

Só há lugar a retenção na fonte a partir dos 9.700 euros. Ou seja, para os pensionistas que recebem mais de 693 euros por mês. E, isto se não apresentarem ao fisco despesas de saúde ou com a compra de habitação. Porque nesse caso, só pagarão IRS aqueles que recebem mais de 797 euros.

O ministro das Finanças garante que está a atenuar as desigualdades que existem entre trabalhadores no activo e reformados. Teixeira dos Santos salienta que o objectivo da medida não é encher os cofres do Estado.

  • Um rendimento mensal de 1.500 euros obrigava um pensionista a descontar todos os meses 135 euros.
  • Agora terá que descontar 150 euros.

Um valor que mesmo assim fica bem abaixo dos descontos de um trabalhador dependente com o mesmo nível de rendimentos que tem de descontar 233 euros.

Segundo o ministro esta diferença tem que acabar. Por isso, ficam prometidas novas mexidas na dedução específica dos pensionistas.

SIC

publicado por AEDA às 10:06 link do post | favorito