Saldo do SNS caiu 61,5% para 40,5 M€ no primeiro semestre


O saldo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) caiu 61,5 por cento no primeiro semestre deste ano, para 40,5 milhões de euros, face aos 105 milhões de euros registados em igual período do ano passado, de acordo com as contas da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Os dados, a que a agência Lusa teve acesso, mostram que as receitas aumentaram 2,4 por cento, para 4.217 milhões de euros, e as despesas subiram 4 por cento, para 4.176,5 milhões de euros. A ACSS considera que o saldo positivo de 40,5 milhões de euros reflecte "o controlo da execução económico-financeira desenvolvida no sector da saúde", sublinhando a existência de resultados positivos desde 2005.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado adjunto e da Saúde sublinhou que "estes números confirmam o que estava previsto no Orçamento do Estado". Francisco Ramos afirmou que mesmo com a redução do saldo, as contas do SNS merecem "uma nota positiva, e o resultado merece ser salientado como exemplo e como o resultado de quatro ano em que, aumentando sempre a produção e melhorando o acesso dos portugueses aos cuidados de saúde, o Orçamento foi executado com rigor e o SNS deixou de estar sistematicamente no vermelho".
 

A subida nas receitas deve-se essencialmente às transferências correntes obtidas através do Orçamento de Estado, que registaram um aumento na mesma proporção, em 2,4%, para 4.044,1 milhões de euros. No Orçamento do Estado, no entanto, está previsto que as receitas do SNS subam, este ano, 2,6%.

Já as despesas sofreram um aumento de 4,0% para 4.176,5 milhões de euros, influenciado sobretudo pela rubrica "Fornecimentos e outros serviços" que aumentou 16,2% devido, segundo a ACSS, aos "fortes investimentos" realizados na área dos sistemas e tecnologias de informação. "4% é exactamente o que está previsto no Orçamento do Estado, e é isso que as contas evidenciam", vincou o governante.

As despesas com pessoal cresceram neste período 1,6%, para 495,1 milhões de euros, e as compras aumentaram 3,6%, para 112,3 milhões de euros.
 

 

 

In Diário Digital

publicado por AEDA às 09:36 link do post | favorito